... é o inicio. Nem sei bem do quê...
Procurava respostas simples a questões complexas... onde procurei? No Google, onde mais
(brilhante....)
A questão era simples, a pesquisa ainda mais
"desmame+fluoxetina"
Ok.
Um início não o pode ser sem um princípio...
Em tempos passados, corria o belo ano de 2005, quando após um sucessivo afundar da vida que existe dentro do meu crâneo... e após muitos empurrões daquela que é a minha cara-metade de largos anos e melhor amiga...
... procurei acompanhamento médico ....
Adorei...
... Dez minutos de atendimento e ali estava eu a pagar a consulta com uma receita para fluoxetina na mão ...
- Sabe bem saber que problemas (existentes ou não) acumulados em perto de três décadas de existência, seriam resolvidos com aquele maravilhoso papel com código de barras e um nome manuscrito em jeito de corrida de quem gosta do que faz, mas, e há sempre um mas, a clínica particular, ginásio/namorada/fox life/seja-la-0-que-for-que-seja-o-seu-hobby não podem esperar. -
Vamos lá então...
- Farmácia, "verde-código-verde", "nome do recibo", obrigado.
E já está!!
Ah, a maravilha da evolução médica e farmaceutica em toda a sua pujança.
Carro. Casa.
- "Então? Como correu?"... pergunta-me depois de tantas insistências para que eu procurasse alguém que me ajudasse a passar por isto, a me ultrapassar a mim próprio - passe a redundânia.
Disposição natural a minha, ou falta dela na resposta,
"não sei ao certo... entrei, falei alguns, pareceram segundos, minutos e deram-me isto"
Com a fluoxetina na mão.
Comecei a tomar. 20mg por dia de manhã. Simples.
Foi incrivel. Comecei de facto a tomar.
Não li a bula.
Não pesquisei sobre o que era o raio da fluoxetina.
Não soube dos efeitos secundários.
Não sabia para que servia.
Não sabia o que tratava.
... e estava-me a cagar, não só para a fluoxetina, como de resto, para todos ... por isso, tomei ... tomei e caguei ... Podiam-me ter receitado somente ben-u-ron ou um qualquer herbicida/pesticida ... "eu cagaria e tomaria" ...
(desculpem-me o uso excessvo das várias conjugações do verbo cagar... mas sinceramente, do léxico português por mim conhecido, não me ocorre melhor palavra)
os dias foram passando, bem como os meses ...
não foi nada radical, não foi drástico, mas quando me apercebi, já bastante tempo depois, não sei ao certo quando, comecei a ver algum brilho no sol... a ouvir o mar... a achar os demais, por vezes, interessantes... a querer ouvir falar...
isto era estranho... muito estranho... andava a dar em drogas e devem ser boas!!!
não só me rio, como me sinto bem... com altos e baixos, naturalmente, mas comecei a sentir-me feliz... normalmente feliz... já sentia a aragem da noite no rosto... já admirava o escuro da noite... já me snetia bem com o silêncio...
a fase do afastar os outros, querer dormir até não conseguir mais e o achar que a vida se tornava longa demais, estava a passar... sinceramente, olhava para trás e nem sequer compreendia o que a tinha motivado... Palavra!!Mas porquê? Perguntava-me eu? O que me fazia sentir daquela forma?! Manteve-se tudo na mesma! Na prática, na mudou!
Tenho uma amiga fabulosa, que é a minha cara-metade, tenho um emprego que me paga a renda, tenho alguns, poucos, bons amigos, tenho sol, areia e mar... O que é que me faltava naquela altura... Mariquices, penso eu sob o efeito divino da fluoxetina.
É verdade. O Raio da medicina farmacêutica, devolveu brilho quando tudo era baço e escuro.
Meados de 2006. O meu Pai. Deixou de existir... Algo que se antecipava há alguns anos, mas que cirurgias e transplantes, prolongaram a existência, não o suficiente para chegar a um dos meses mais importantes da minha vida...
... Novembro de 2006, nasce a minha filha. Avassalador. Os primeiros dias, não foram bons. Um misto de troca. Perda e ganho. Uma vida pela outra. O meu Pai por um lado, a minha filha por outro. Um substituiria o outro. O amor a um, encontraria destino no outro? Não melhorou muito o meu estado.
É em Novembro também que digo a meia dúzia de pessoas mais importantes, o que ando a tomar.
Fiquei nesta altura informado, por uma dessas pessoas confidentes, o que era afinal a fluoxetina, anti-depressivo, disseram-me, para a qual tinha mergulhado, e nunca mais interessado.
Esperem... falta um pormenor... O Sr. Dr. do qual não duvido as capacidades terapeuticas, não foi mais por mim consultado, ou outro... graças às maravilhas da cumplicidade de pessoas amigas, sempre comprei a fluoxetina sem receituário médico, acompanhamento e supervisão. - algo que não apoio, pois, creio que estas fases carecem de um apoio forte e eficaz...
Mas estava bem. E continuava bem.
Bem, resumindo e baralhando até ao dia de hoje, 2006, acabei mesmo por perder alguém que já estava a perder aos poucos para o cancro desde 2004, ainda em 2006, ganhei uma filha e algum equilibrio interno, em 2008 a familia aumenta... ganhei o meu puto.
2009, creio que sou o outro eu.
Sou um pouco daquilo que sonhava...
... uma formiga que consegue cantar ...
E chegamos ao actualmente.
2009. Mais de três anos a tomar fluoxetina religiosamente, 20 mg por dia, como paraquedista, cuida do seu paraquedas, decido, em medo, que pode estar na altura de tentar largar a dependência, que sinceramente, não sei ser real... física ou psicológica
"Mas espera, pelo que li aí na net, isto pode ser dificil... Vamos novamente a um, outro psiquiatra."
Ah... É bom saber que há coisas que nunca mudam...
Consulta. Esta durou talvez 15 minutos.
No meio destes 15 minutos, onde seu sem qualquer pudor, revelei tudo o que me preocupava telegraficamente, refiro-me à fase que antecedeu a toma da fluoxetina e o que motivou o seu inicio e manutenção da toma da mesma. Onde demonstrei que o meu prazer por existir era tanto, que nada tinha sal e para mim, nada tinha sal, sendo que já nem o interesse sexual surgia... pelo menos no estado sóbrio. O alcool era o unico catalisador da existência e interacção com terceiros, fosse esta interacção social, emocional ou sexual ...
Devo ter utilizado termos desadequados, falta de educação na àrea da medicina, ou problemas adaptação ao novo prontuário da lingua portuguesa, ou então, tenho problemas graves de dicção, porque, ali estava eu com uma receita de fluoxetina e agora, ah-ah Viagra!!!!
Acrescento ainda, talvez em desespero de quem fala com surdos, e desta certamente noutros termos, mas cuja essência terá sido
-"mas repare... eu não tive problemas em conseguir... tive problemas em querer conseguir. Compreende a diferença? Nada me apetecia. Nada na vida me fazia sorrir. Não sonhava com nada. A libido estava naturalmente morta mas tal como qualquer outra fonte de prazer. Mesmo com uma erecção, preferia dormir!" - É assim tão difícil de compreender? E quando digo nada me apetece não me refiro ao sexo, refiro-me ao jantar com amigos, ao cinema, ao conversar, ao namorar, ao passear, ao surfar, a tanto mais do que o sexo...
Pelos vistos não e definitivamente tenho problemas, afinal, pelos 15 minutos de diagnóstico, sob o douto olhar daquele ser feminino iluminado pela divina providência do campo santana (digo eu, mas poderia ser qualquer faculdade nas Baleares ou Canárias) e sequente especialização em psiquiatria clínica, num outro local qualquer, tornei-me em mais um individuo com tendências obsessivo-compulsivas...
Ah! Finalmente tenho um nome!!!
"Mas se quer mesmo parar," diz-me "tome dois dias e interrompa um e depois, talvez daqui a um mês ou pouco mais, falamos. Marque a consulta lá fora, ok? E já agora. É de que subsistema de saúde?" disse-me em jeito de tchau, esse ser.... iluminado
tenho de ser franco... saí num misto de danado, triste, sorridente, confuso, desacreditado, e claro - obsessivo-compulsivo - que é sempre um óptimo tema de conversa, quando o caso Freeport, se esgota.
afinal, expus-me de forma a que nunca tinha conseguido além daquela mais que eterna cara-metade... estava nu em frente aquela cidadã de bata branca e foi este o resultado? É isto ser-se acompanhado por um profissional?
Espero, que que o Laboratório Farmacêutico Pfizer, ofereça a almegada viagem a esta senhora, ou então a nova máquina de lavar roupa com cuba para 7 quilos de roupa com que tanto sonha, que ela bem merece os pontinhos do seu cartão... pela velocidade com que me receitou Viagra
Ok. Abril, tomei dois parei um.
(Falo da fluoxetina - estou a guardar a hipotese de utilizar Viagra, para quando conseguir - sim, no fundo sou homem, e por consequência primário, logo a esperança nunca morre! - convencer a cara-metade a partilhar-me numa louca noite lá em casa com três modelos russas, ou outras quaisquer. É claro que desde que ela utilizou o potente argumento - "Tudo bem. Pode ser. Mas só quando eu não chegar para ti. Aí convidamos quem quiseres!".... Raios! Onde é que ela foi buscar esta?!.... nunca mais toquei no assunto ....)
Bem voltemos ao assunto....
Maio, dia sim dia não.
Tenho de admitir, a primeira semana de Maio, não foi nada fácil.
E ainda hoje, sinto-me menos sorridente... e sinto, que os meus filhos, ela, com dois anos e meio e ele a fazer os 6 meses, o notam.
Ainda assim, se é para cessar, para parar, para largar, temos de tentar... só falta o resto...
E agora Junho... Queria experimentar o tomar um dia parar dois...
O que me traz ao dia de hoje... dia em que andei à procura de experiências idênticas, no que concerne à toma e desamame de fluoxetina, para procurar a via apropriada para tentar nadar sem esta tábua salvação que foi e ainda o é a fluoxetina.
No fundo, tenho receio... Tenho receio de voltar a ser a formiga que só sonha em cantar... ou pior, de voltar a ser a formiga... que nem sequer sonha...
Tenho medo
Tenho medo de voltar àquele eu de 2005... Não gostei daquele gajo... Não quero voltar a ser aquele gajo.
Preferiria tomar esta treta para o resto da vida, a viver como vivi aqueles anos.
Para juntar exerço uma profissão com alguma "dinâmica" (seja lá isso o que for) e as debilidades mentais, vistas como fraquezas emocionais nunca são muito bem aceites, pelo que sempre foi algo que ocultei, até ao passado mês, altura em que contei a alguns colegas, com os quais nutro um relacionamento profissional revestido de alguma amizade, porque sim.
Simplesmente porque sim.
Bem, para acabar que já estou farto de escrever...
Amanhã, nova fase. Segunda e Terça, nada de fluoxetina, agora só Quarta e por aí em diante até cessar... Ou não...
Depois, se me apetecer, escrevo mais.
Aquele abraço e obrigado, às vezes falar, mesmo para ninguém, sabe bem...
Procurava respostas simples a questões complexas... onde procurei? No Google, onde mais
(brilhante....)
A questão era simples, a pesquisa ainda mais
"desmame+fluoxetina"
Ok.
Um início não o pode ser sem um princípio...
Em tempos passados, corria o belo ano de 2005, quando após um sucessivo afundar da vida que existe dentro do meu crâneo... e após muitos empurrões daquela que é a minha cara-metade de largos anos e melhor amiga...
... procurei acompanhamento médico ....
Adorei...
... Dez minutos de atendimento e ali estava eu a pagar a consulta com uma receita para fluoxetina na mão ...
- Sabe bem saber que problemas (existentes ou não) acumulados em perto de três décadas de existência, seriam resolvidos com aquele maravilhoso papel com código de barras e um nome manuscrito em jeito de corrida de quem gosta do que faz, mas, e há sempre um mas, a clínica particular, ginásio/namorada/fox life/seja-la-0-que-for-que-seja-o-seu-hobby não podem esperar. -
Vamos lá então...
- Farmácia, "verde-código-verde", "nome do recibo", obrigado.
E já está!!
Ah, a maravilha da evolução médica e farmaceutica em toda a sua pujança.
Carro. Casa.
- "Então? Como correu?"... pergunta-me depois de tantas insistências para que eu procurasse alguém que me ajudasse a passar por isto, a me ultrapassar a mim próprio - passe a redundânia.
Disposição natural a minha, ou falta dela na resposta,
"não sei ao certo... entrei, falei alguns, pareceram segundos, minutos e deram-me isto"
Com a fluoxetina na mão.
Comecei a tomar. 20mg por dia de manhã. Simples.
Foi incrivel. Comecei de facto a tomar.
Não li a bula.
Não pesquisei sobre o que era o raio da fluoxetina.
Não soube dos efeitos secundários.
Não sabia para que servia.
Não sabia o que tratava.
... e estava-me a cagar, não só para a fluoxetina, como de resto, para todos ... por isso, tomei ... tomei e caguei ... Podiam-me ter receitado somente ben-u-ron ou um qualquer herbicida/pesticida ... "eu cagaria e tomaria" ...
(desculpem-me o uso excessvo das várias conjugações do verbo cagar... mas sinceramente, do léxico português por mim conhecido, não me ocorre melhor palavra)
os dias foram passando, bem como os meses ...
não foi nada radical, não foi drástico, mas quando me apercebi, já bastante tempo depois, não sei ao certo quando, comecei a ver algum brilho no sol... a ouvir o mar... a achar os demais, por vezes, interessantes... a querer ouvir falar...
isto era estranho... muito estranho... andava a dar em drogas e devem ser boas!!!
não só me rio, como me sinto bem... com altos e baixos, naturalmente, mas comecei a sentir-me feliz... normalmente feliz... já sentia a aragem da noite no rosto... já admirava o escuro da noite... já me snetia bem com o silêncio...
a fase do afastar os outros, querer dormir até não conseguir mais e o achar que a vida se tornava longa demais, estava a passar... sinceramente, olhava para trás e nem sequer compreendia o que a tinha motivado... Palavra!!Mas porquê? Perguntava-me eu? O que me fazia sentir daquela forma?! Manteve-se tudo na mesma! Na prática, na mudou!
Tenho uma amiga fabulosa, que é a minha cara-metade, tenho um emprego que me paga a renda, tenho alguns, poucos, bons amigos, tenho sol, areia e mar... O que é que me faltava naquela altura... Mariquices, penso eu sob o efeito divino da fluoxetina.
É verdade. O Raio da medicina farmacêutica, devolveu brilho quando tudo era baço e escuro.
Meados de 2006. O meu Pai. Deixou de existir... Algo que se antecipava há alguns anos, mas que cirurgias e transplantes, prolongaram a existência, não o suficiente para chegar a um dos meses mais importantes da minha vida...
... Novembro de 2006, nasce a minha filha. Avassalador. Os primeiros dias, não foram bons. Um misto de troca. Perda e ganho. Uma vida pela outra. O meu Pai por um lado, a minha filha por outro. Um substituiria o outro. O amor a um, encontraria destino no outro? Não melhorou muito o meu estado.
É em Novembro também que digo a meia dúzia de pessoas mais importantes, o que ando a tomar.
Fiquei nesta altura informado, por uma dessas pessoas confidentes, o que era afinal a fluoxetina, anti-depressivo, disseram-me, para a qual tinha mergulhado, e nunca mais interessado.
Esperem... falta um pormenor... O Sr. Dr. do qual não duvido as capacidades terapeuticas, não foi mais por mim consultado, ou outro... graças às maravilhas da cumplicidade de pessoas amigas, sempre comprei a fluoxetina sem receituário médico, acompanhamento e supervisão. - algo que não apoio, pois, creio que estas fases carecem de um apoio forte e eficaz...
Mas estava bem. E continuava bem.
Bem, resumindo e baralhando até ao dia de hoje, 2006, acabei mesmo por perder alguém que já estava a perder aos poucos para o cancro desde 2004, ainda em 2006, ganhei uma filha e algum equilibrio interno, em 2008 a familia aumenta... ganhei o meu puto.
2009, creio que sou o outro eu.
Sou um pouco daquilo que sonhava...
... uma formiga que consegue cantar ...
E chegamos ao actualmente.
2009. Mais de três anos a tomar fluoxetina religiosamente, 20 mg por dia, como paraquedista, cuida do seu paraquedas, decido, em medo, que pode estar na altura de tentar largar a dependência, que sinceramente, não sei ser real... física ou psicológica
"Mas espera, pelo que li aí na net, isto pode ser dificil... Vamos novamente a um, outro psiquiatra."
Ah... É bom saber que há coisas que nunca mudam...
Consulta. Esta durou talvez 15 minutos.
No meio destes 15 minutos, onde seu sem qualquer pudor, revelei tudo o que me preocupava telegraficamente, refiro-me à fase que antecedeu a toma da fluoxetina e o que motivou o seu inicio e manutenção da toma da mesma. Onde demonstrei que o meu prazer por existir era tanto, que nada tinha sal e para mim, nada tinha sal, sendo que já nem o interesse sexual surgia... pelo menos no estado sóbrio. O alcool era o unico catalisador da existência e interacção com terceiros, fosse esta interacção social, emocional ou sexual ...
Devo ter utilizado termos desadequados, falta de educação na àrea da medicina, ou problemas adaptação ao novo prontuário da lingua portuguesa, ou então, tenho problemas graves de dicção, porque, ali estava eu com uma receita de fluoxetina e agora, ah-ah Viagra!!!!
Acrescento ainda, talvez em desespero de quem fala com surdos, e desta certamente noutros termos, mas cuja essência terá sido
-"mas repare... eu não tive problemas em conseguir... tive problemas em querer conseguir. Compreende a diferença? Nada me apetecia. Nada na vida me fazia sorrir. Não sonhava com nada. A libido estava naturalmente morta mas tal como qualquer outra fonte de prazer. Mesmo com uma erecção, preferia dormir!" - É assim tão difícil de compreender? E quando digo nada me apetece não me refiro ao sexo, refiro-me ao jantar com amigos, ao cinema, ao conversar, ao namorar, ao passear, ao surfar, a tanto mais do que o sexo...
Pelos vistos não e definitivamente tenho problemas, afinal, pelos 15 minutos de diagnóstico, sob o douto olhar daquele ser feminino iluminado pela divina providência do campo santana (digo eu, mas poderia ser qualquer faculdade nas Baleares ou Canárias) e sequente especialização em psiquiatria clínica, num outro local qualquer, tornei-me em mais um individuo com tendências obsessivo-compulsivas...
Ah! Finalmente tenho um nome!!!
"Mas se quer mesmo parar," diz-me "tome dois dias e interrompa um e depois, talvez daqui a um mês ou pouco mais, falamos. Marque a consulta lá fora, ok? E já agora. É de que subsistema de saúde?" disse-me em jeito de tchau, esse ser.... iluminado
tenho de ser franco... saí num misto de danado, triste, sorridente, confuso, desacreditado, e claro - obsessivo-compulsivo - que é sempre um óptimo tema de conversa, quando o caso Freeport, se esgota.
afinal, expus-me de forma a que nunca tinha conseguido além daquela mais que eterna cara-metade... estava nu em frente aquela cidadã de bata branca e foi este o resultado? É isto ser-se acompanhado por um profissional?
Espero, que que o Laboratório Farmacêutico Pfizer, ofereça a almegada viagem a esta senhora, ou então a nova máquina de lavar roupa com cuba para 7 quilos de roupa com que tanto sonha, que ela bem merece os pontinhos do seu cartão... pela velocidade com que me receitou Viagra
Ok. Abril, tomei dois parei um.
(Falo da fluoxetina - estou a guardar a hipotese de utilizar Viagra, para quando conseguir - sim, no fundo sou homem, e por consequência primário, logo a esperança nunca morre! - convencer a cara-metade a partilhar-me numa louca noite lá em casa com três modelos russas, ou outras quaisquer. É claro que desde que ela utilizou o potente argumento - "Tudo bem. Pode ser. Mas só quando eu não chegar para ti. Aí convidamos quem quiseres!".... Raios! Onde é que ela foi buscar esta?!.... nunca mais toquei no assunto ....)
Bem voltemos ao assunto....
Maio, dia sim dia não.
Tenho de admitir, a primeira semana de Maio, não foi nada fácil.
E ainda hoje, sinto-me menos sorridente... e sinto, que os meus filhos, ela, com dois anos e meio e ele a fazer os 6 meses, o notam.
Ainda assim, se é para cessar, para parar, para largar, temos de tentar... só falta o resto...
E agora Junho... Queria experimentar o tomar um dia parar dois...
O que me traz ao dia de hoje... dia em que andei à procura de experiências idênticas, no que concerne à toma e desamame de fluoxetina, para procurar a via apropriada para tentar nadar sem esta tábua salvação que foi e ainda o é a fluoxetina.
No fundo, tenho receio... Tenho receio de voltar a ser a formiga que só sonha em cantar... ou pior, de voltar a ser a formiga... que nem sequer sonha...
Tenho medo
Tenho medo de voltar àquele eu de 2005... Não gostei daquele gajo... Não quero voltar a ser aquele gajo.
Preferiria tomar esta treta para o resto da vida, a viver como vivi aqueles anos.
Para juntar exerço uma profissão com alguma "dinâmica" (seja lá isso o que for) e as debilidades mentais, vistas como fraquezas emocionais nunca são muito bem aceites, pelo que sempre foi algo que ocultei, até ao passado mês, altura em que contei a alguns colegas, com os quais nutro um relacionamento profissional revestido de alguma amizade, porque sim.
Simplesmente porque sim.
Bem, para acabar que já estou farto de escrever...
Amanhã, nova fase. Segunda e Terça, nada de fluoxetina, agora só Quarta e por aí em diante até cessar... Ou não...
Depois, se me apetecer, escrevo mais.
Aquele abraço e obrigado, às vezes falar, mesmo para ninguém, sabe bem...
2 comentários:
...minha paixão
Tens como marcador o ano de 2005, o do inicio da toma da fluoxetina, no entanto o nosso encontro foi em 1994, "foi em Setembro que te conheci..." já diz uma velha canção e foi mesmo.
Em 1998 achamos que estava na altura de juntar os trapinhos(tão novos que nós eramos!) e no entanto com muitas e todas as certezas lá fomos iniciando a nossa história, sempre muito só nós os dois.
Em 2001 vais para a Madeira onde ficaste dois anos que nos afastaram, não só fisicamente...
E em 2003 quando voltas já não és o mesmo, estás diferente, estás muitas vezes ausente - o teu corpo está ali, mas a tua mente vagueia não sei por onde...
É nessa altura, depois de muitas vezes te perguntar o que se passa e de ouvir sempre a mesma resposta: " -não se passa nada, está tudo bem" que tu decides abrir-te comigo...
e dizes que estás farto nem sabes bem do quê, de tudo e de nada, estás farto do trabalho, farto dos amigos, farto da familia, farto da mesma vidinha de todos os dias... e farto de mim.
Tento manter-me forte, dar-te a segurança e o apoio que vejo que precisas, apesar de estar destroçada por dentro e sem sabe como te ajudar.
Mas tu não queres ajudas e voltas a fechar-te no teu mundo cinzento.
E o tempo vai passando e as coisas não ficam melhores, muito de vez em quando lá te voltas a abrir comigo e eu tento perceber o que me queres dizer não o dizendo...ponho-te todas as opções na mesa, escolhe, faz aquilo que te fizer feliz, e eu vou continuar aqui para te ajudar.
Chegamos então à fluoxetina e aos poucos começas a recuperar o sorriso, a vontade de estar e de ser.
O ano de 2006 foi forte de emoções e ainda não estavas estável o suficiente para tudo aquilo...
tive muito medo do que te poderia acontecer, houve alturas em que te vi muito no fundo do poço, e as minhas forças para te puxar já eram poucas...mas lá conseguimos!
Durante 2007 acho que se pode dizer que alcançaste a estabilidade, que mantiveste em 2008.
vamos ver como corre esta fase do desmame, não tem sido fácil, até porque temos duas crianças que pertubam muitas vezes o sossego que seria necessário e também por isso eu nem sempre tenho a paciência que é necessária, mas se não te isolares nos dias menos bons, se me alertares para essa situação, acho que vamos conseguir!
Bem, acho que já escrevi muito, até porque nem o vinha fazer...vinha só dizer que te adoro, que te amo, que és a minha vida.
Um beijo.
Bolas... deixaste-me os olhos molhados...
Eu adoro-te... Mas acho que isso tu já sabes...
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