Ontem foi o dia 3, o da toma do bem dito comprimido.
E é sobre o dia de ontem quem vou escrever... Como se ontem fosse.
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Notei que até hoje, andei bem.
Relativamente bem
Um pouco mais emocional. Creio que não perceptível do exterior.
Nada depressivo ou triste. O que foi óptimo. Uma pequena vitória.
Depois veio o dia da toma do medicamento.
E o dia nem começou mal, um pouco de ginásio cedo.
Depois muito trabalho.
Mas...
Qualquer coisa clicou...
... não sei bem porquê, nem porque motivo... duas a quatro horas depois da toma, começo-me a sentir chateado...
... entretanto, abro o gmail e online, digo à budjia, que não estou bem... ela diz-me vai para casa descansar, vai dormir e depois se tiveres de regressar ao trabalho, regressas.... A ideia não parece nada má e sinceramente creio que seria o ideal a fazer...
... passo a ansioso, que piora para... para a recordação das piores fases de desvairo da minha vida... decido interromper o trabalho por volta das 14H15 para ver se apanho sol e ar e ver se me passa...
E é aí que me dá o baque... se pudesse, naquele momento, voltava à pior fase de descarrilamento das minha vida...
Tudo me passou pela cabeça...
Mas porquê?!?!?
Os dias têm sido excepcionais... a nível familiar, profissional, emocional... tudo...
Tomei o medicamento que, em teoria, me deixaria bem... Porque raio isto... Penso, vou-me pirar, vou enterrar-me no sofá e dormir até não conseguir mais....
Pedem-me apoio para trabalhar...
Respondo com maus modos que não posso, tou sem paciência....
Vou para a minha sala...
Fecho a janela, apago as luzes, encosto-me na secretária, pés em cima de um armário, coloco os fones ponho donnavan frankenreiter e mantenho-me 45 minutos entre os fechar os olhos e o olhas para o infinito do tecto...
Por fim, chamam-me "diogo, temos mesmo que ir..."
Levanto-me danado com todos, furioso pelo trabalho, enraivecido por não conseguir estar só...
Continuo com maus modos. E sem qualquer razão....
O dia continuou, o trabalho continuou, entre as 17h e as 19h parece que, sem perceber bem porquê, o dia começa lentamente a ganhar brilho novamente.
O trabalho continua.
Entretanto confidencio (estranho!)
com alguém que há pouco tempo conheço (ainda mais estranho) o meu estado
(andarei à procura de preencher lugares de novos amigos? confidentes? é estranho. mas foi espontâneo, curto e sucinto... o tempo de tirar três cafés numa máquina... mas quase tudo dito. sinal de ainda alguma instabilidade. Agora eufórica, em vez de depressiva?!)
23H55. O trabalho acaba. Preparo-me. Sigo para casa e cerca de 15 minutos depois, antes da meia-noite e meia, estou a chegar ao sofá onde meio adormecida está a minha cara-metade.
Falo-lhe do meu dia.
Estou com um humor, agora, estupendo! Rio. Sorrio. Falo e converso.
Ela vai-se deitar e vejo um pequeno episódio humorístico da série "the big bang theory" para relaxar e entrar naquela onda zen do pré-sono e talvez, manter o bom estado de humor...
Deito-me. Ela dormita. Relembro-a o quanto a amo e adormecemos...
""
Volto ao hoje...
Acordo. O sol brilha. os putos tão lindos. Ela, nem preciso de o dizer...
O trânsito não tá mau!... Tá caótico!! Mas ainda assim, nada que não se ultrapasse.
Mais um dia de trabalho e até esta hora, tudo perfeito... tudo normal... como deveria de o ser sempre aliás
Mas e então...
... que raio se passou? ...
... o que foi aquilo que vivenciei aquelas horas? ...
... mais importante do que o que foi, é porquê? ...
... não faço a mínima ...
Espero sinceramente que não o volte a sentir. E sentindo-o, espero que o consiga ultrapassar, desta, ainda um pouco melhor, do que a forma como ultrapassei ontem.
E se isso acontecer, terei tido, mais uma pequena vitória...
Pouco, a pouco. É só o que quero...
Foi o meu dia 3 e hoje tou a meio do dia 4... com calma e muita estupidez natural...
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